Um dia antes de ser ouvido na Fifa, Blatter se defende e explica pagamento para Platini
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da cassino: Na véspera de ser ouvido pelo Comitê de Ética da Fifa antes da decisão da sua punição, Joseph Blatter tenta se defender. Em entrevista publicada em três jornais europeus, o suíço, que está suspenso da presidência da entidade, considera um exagero o tratamento que está recendo junto com Michel Platini, que também está afastado temporariamente da Uefa.
– Não sou um demônio, nem a Fifa é a máfia. Querem nos punir para a vida toda, a mim e ao Platini. O que fizemos? Fugimos com todo o dinheiro da Fifa? Matamos alguém? – disse Blatter aos jornais “Gazzetta dello Sport”, da Itália, “Mundo Deportivo”, da Espanha, e “Liberation”, da França, num hotel em Zurique.
Blatter disse que até hoje não teve chance de se defender. Ele tentou explicar o pagamento de 2 milhões de francos suíços a Platini, em 1998, o que causou a punição preventiva de ambos.
– Tudo começou ao fim da Copa do Mundo da França, em 1998. Platini disse que queria trabalhar comigo. Eu concordei, então, ele me advertiu: “Saiba que sou caro”. Eu perguntei quanto queria, e me disse um milhão (de francos suíços) por ano. Eu contestei, disse que não podia pagar esta cifra e disse que daria “alguma coisa”. Foi um contrato oral, um acordo entre duas pessoas que tinham confiança mútua, até que foi eleito, surpreendentemente, como membro do Comitê Executivo da Uefa e da Fifa. Ele me ajudou no “Projeto gol”, para elaborar um calendário internacional. Também no “Projeto Futebol 2000” e na arbitragem. Foi um colaborador direto meu – explicou o mandatário suspenso da Fifa.
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da dobrowin: O suíço também esclareceu o fato de ter feito o pagamento tanto tempo depois, apenas em 2011. Segundo ele, não falou dessa dívida mais com Platini até ser cobrado pelo francês.
– Na minha família, temos como princípio pagar sempre as dívidas, na Fifa também. Por isso, paguei 1,8 milhões de francos suíços. Nessa época, eu, o presidente, tinha firma única. Assim, dei a ordem administrativa para que se pagasse. Nada mais – disse, rechaçando também a acusação de que o pagamento não entrou no balanço anual da entidade. – Não sou o contador da Fifa. Em todo o caso, estivesse ou não nas contas da Fifa, era uma dívida que devia ser paga, e assim o fiz – esclareceu Blatter, que não revelou em quem votaria como seu sucessor na eleição de 26 de fevereiro.
– Permita-me não responder a essa pergunta, não seria ético. Além do mais, se apoio alguém, eu o condeno (risos). Não posso, nem devo me pronunciar.